Deserto de Nevada, 22 de Março de 2015 (22:45).
Vocês estão correndo pelo deserto...
A escuridão é absoluta...
Vocês ouvem sirenes, gritos e tiros vindos de trás...
Mas não dá tempo para olhar...
Vocês precisam fugir!
Vocês estão descalços, e seus pés tropeçam nas pedras pontiagudas escondidas na areia...
Arbustos espinhosos cortam seus rostos...
Gotas de suor escorrem pelos seus corpos...
O ar frio da noite ardia nos pulmões...
E seus olhos permanecem arregalados...
Um estranho vento começou a soprar...
Levantando um redemoinho de poeira e pedras soltas ao redor de vocês...
O cascalho que voou atingiu suas peles como os ferrões de mil abelhas...
Seus olhos piscaram em desespero...
Antes de serem ofuscados por uma explosão de luz branca vinda do nada!
O estranho facho de luz inundou todo o deserto...
E com ele veio um zumbindo de alta frequência...
Vocês levaram as mãos ao ouvido, mas o som estridente atravessou a barreira...
Parecia o choro de uma serra elétrica sendo usada numa placa de titânio...
E o barulho aumentando... aumentando... aumentando...
Seus ouvidos estavam prestes a explodir...
Quando seus olhos notaram uma figura estranha vindo na direção de vocês...
Uma nefasta criatura humanóide, bem mais alta que um ser humano...
Seu rosto tinha traços de inseto...
E seu corpo estava coberto com placas negras reluzentes...
Por baixo destas placas, era possível ver sua carne translúcida pulsando...
E garras enormes tilintavam como espadas...
Tentáculos biomecânicos vindos do solo, serpenteando no ar como se estivessem vivos, imobilizaram seus braços e pernas...
A criatura insetóide se aproximou de vocês...
Um de cada vez...
E usou suas garras afiadas para abrir um rombo na testa de vocês...
Carne, sangue e ossos escorriam pelos rostos...
Era possível ver o cérebro se esvaindo por entre os olhos...
E para aumentar o horror, uma pequena "aranha" biomecânica (escondida entre as placas negras do braço da criatura); começou a caminhar em direção da cabeça de vocês...
Imagine dor...
Horrível...
Indescritível...
Capaz de encobrir toda a luz e todo o bem no universo...
Imagine o sangue fervendo nas veias...
Imagine ossos dando a impressão de serem vidro quebrado...
Imaginem tudo isso...
E tentem compreender que esta dor incomensurável não representa nem 1% da dor que seus Personagens sentiram - no exato momento em que seus cérebros foram dilacerados pela minúscula "aranha" biomecânica...
Tão logo a última "cirurgia" foi concluída, o "cirurgião" se afastou...
Desaparecendo na luz...
Enfim a luz se apagou...
O barulho metálico também se dissipou...
Só restou o silêncio...
E uma terrível dor de cabeça...
Que aumentou... ao abrirem os olhos...


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